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É uma embirração, se quiserem. Desde pequenino. Eu não prego petas de 1º de Abril. E abomino-as.

Serei pessoa de embirrações, admito.

Pregar petas no 1º de Abril está no mesmo saco de chupar música brasileira até à náusea na passagem de ano. Ou sair uma vez por ano, no dia 31 de Dezembro. "Divertir" por obrigação no Carnaval. Ou, quando em presença de elevada concentração de testosterona, assobiar às raparigas que passam, como um cão que faz chichi no pneu.

Estas são as minhas embirrações. Nunca me esquecerei da minha estupefacção, teria os meus 9, 10 anos, por ver um bando de alarves a divertirem-se puxando o chapéu aos trauseuntes, isto em pleno Carnaval. Detesto comportamentos em bando -- deve ser esse o meu "problema". Rio de mim ao espelho, como qualquer pessoa decente, e rio das palhaças e palermices que fazemos. Como quando um chapéu voa. Mas não consigo achar piada a essa cobardia infanto-juvenil de usar a força da maioria para achincalhar o incauto.

Hoje, mais um primeiro de Abril, protestei com a hashtag #diganaoaidioticedo1deabril no Twitter, fazendo contravapor ao que vai no #1deabril. E no Facebook juntei-me ao grupo diganaoaidioticedo1deabril.

Então não é que veio alguém protestar comigo, pregando moral? O 1º de Abril está ao nível religioso. Uma seita intocável, pelos vistos.

Desculpem qualquer coisinha, OK? Mas enquanto for um homem livre numa Internet livre, posso embirrar e ser socialmente incorrecto. Não temo ser minoritário. Ou mesmo único, quero lá saber, um ser humano é ele e as suas embirrações.